Nossas obras contam nossa história: Renato Pupo fala sobre as três décadas da Telmec

“Engenharia é tudo”, defende Renato Pupo. Confira a entrevista com o dono da Telmec

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Publicado em:
27/4/2022
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A Telmec completa em abril 31 anos de história. E para contar como chegamos até aqui, convidamos Renato Pupo, dono da empresa, para mostrar os detalhes desta trajetória. 

Renato Pupo, dono da Telmec

Melina Santos - Como a Telmec surgiu há 31 anos? 

Renato Pupo - Telmec significa “Telecomunicações e Mecânica”, ou seja, a gente fazia toda a parte de elétrica, de infraestrutura e de cabeamento de informática. Era o início das redes de 16-bits. Também fazíamos a parte de mecânica, basicamente era ar-condicionado, e, sistemas de proteção contra incêndio. 

Com o passar dos anos, e, algumas obras, nós começamos a ser arguidos se poderíamos fazer mais algumas coisas. E a primeira necessidade foi a de estrutura metálica. Porque como fazíamos ar-condicionado e o ar-condicionado, via de regra, precisava de uma plataforma, ou de um suporte, ou de uma mão-francesa para ser instalado, e isso estava a encargo de quem nos contratava, eles começaram a nos arguir se conseguiríamos fazer isso também (as estruturas metálicas). Foi como começamos a nossa vida como empresa de metálica. Serralheira, pura e simplesmente. 

Era uma empresa pequenininha, lá no setor de indústria de Taguatinga. O espaço tinha 10 metros de frente, por cerca de 10 metros de fundo. E era ali que a gente trabalhava, super felizes!

Com o passar do tempo, começamos a fazer obras mais elaboradas. Foi quando fomos convidados para fazer, além de instalações, atividades de (engenharia) civil. 

Em 2002, nós recebemos o primeiro convite para fazer uma grande obra - que foi a obra de reforma do Atacadão Ceilândia, após um incêndio. Na época, era uma mega obra, 32 mil metros quadrados. Executamos o sistema de proteção contra incêndio em menos de sessenta dias.

E, dali em diante, desenvolvemos a empresa para que pudéssemos competir em igualdade com as grandes construtoras. Até que, em 2007, ganhamos nossa primeira grande obra no sistema de turn key, ou seja, chave na mão, desde a preparação do terreno até entregar a chave ao nosso cliente.

Se formos contar o número de obras, desde a fundação da Telmec, sejam elas pequenas ou grandes, com certeza nós já fizemos mais do que 1.000 obras. Muito mais. 

Então, tenho um orgulho enorme disso tudo. Lembro com muita satisfação, desses 30 e poucos anos atrás, mas lembro também que eu trabalho há 43 anos como engenheiro. E gosto de lembrar mais ainda que eu trabalho desde os meus quinze anos. Porque o meu pai dizia sempre pra mim:

Você pode fazer o que você quiser, desde que você trabalhe. Você pode ter o que você quiser, desde que você trabalhe.

E assim foi feito. Desde os meus quinze anos, foi quando eu saí de casa. Morei em Curitiba, inicialmente. E, em seguida, me mudei para São Paulo, onde fiz escola, onde me casei. Aliás, vou fazer cinquenta anos de casado, é uma vida! E tenho um máximo orgulho de tudo isso. 

MS - Quais os principais desafios dessas três décadas?

RP - Maior desafio disso é viver no Brasil. Vivemos em um país que, para quem não sabe, para quem não viveu, o Brasil em 32 anos, ou no tempo em que quisermos medir, passou por N planos econômicos diferentes, por inflações, por regimes tributários, por uma incerteza sem tamanho. Mas o maior desafio que sempre enfrentamos é que não conseguíamos nos planejar por mais do que um mês, dois meses, quanto mais seis meses. 

MS - Como é olhar para o tamanho da Telmec hoje? 

RP - Eu confesso para você que me dá até um arrepio. Acho que todos sabem que a Telmec é uma empresa de dono. Nós somos uma empresa patriarcada, aqui a última palavra é minha. E foi assim que construímos a empresa. 

Claro que eu tenho e sempre terei gente que me ajuda muito. Mas é uma empresa de dono. Eu levanto e durmo de segunda a segunda com a empresa. Eu sou o responsável pela área comercial, pela área financeira, pela área de obras. 

Como estamos fazendo agora? É isso que me dá o arrepio. Porque eu estou tendo que fazer um esforço hercúleo para poder delegar, porque neste ano teremos muitas obras a serem executadas. E isso significa grandes números de colaboradores, e eu não sei como farei sem poder saber de tudo (o que acontece nas obras). Mas eu vou saber tudo! Vou continuar buscando saber, viajando, estando em todas as obras, atendendo a todos os telefonemas, respeitando os meus clientes, que são as peças mais importantes da nossa empresa! 

Renato Pupo e o filho Rafael Pupo na inauguração do Assaí Barra da Tijuca, em 2021

MS - Qual o grande diferencial da Telmec? 

RP - Respeito ao cliente. Respeito ao próximo. Eu brinco com todo mundo aqui: “qual é a razão do nosso sucesso? A razão do nosso sucesso é entregar aquilo que nós nos comprometemos a entregar”. Se nós nos comprometemos a entregar amarelo, nós vamos entregar amarelo, não é amarelinho… Se a gente se compromete a entregar no dia 22 de dezembro, é dia 22 de dezembro que vai ser entregue. 

Entregaremos uma obra no prazo, na qualidade e no orçamento combinado. Essa é a grande virtude que nós, da Telmec, temos. A Telmec é uma empresa que tem como maior dogma o respeito ao cliente, o respeito ao nosso colaborador e o respeito ao próximo, principalmente. 

MS - O que é a engenharia para o senhor?

RP - Engenharia é tudo. Se você parar para pensar, tudo nasce com a engenharia, tudo se faz com a engenharia. A engenharia é a ciência que tem começo, meio e fim. E é o que nos norteia. Absolutamente tudo em nossa vida é engenharia. E é disso que eu vivo. É isso que faz eu me levantar todos os dias às 5h, ir pra academia pra me cuidar e estar trabalhando às 7h.

MS - Qual o seu sonho para a Telmec?

RP - Eu ainda não estou satisfeito com onde nós estamos. Eu quero mais. Mas desde o ano passado, adotamos uma política de descentralização, de delegação de pessoas. Hoje, eu tenho meu filho, o Rafael, como meu sucessor direto - com honra e mérito. Nós temos um grupo de diretores da empresa que fazem a empresa andar, mas muito mais do que isso, o principal de tudo, é que a empresa anda porque as pessoas aqui são felizes.

O meu sonho é continuar sendo o pai de todo mundo, como eles me chamam. As pessoas, todas aqui, de uma forma ou de outra, são meus filhos. Nós temos funcionários aqui, talvez o mais velho, tenha 24 ou 25 anos que está comigo trabalhando. Isso é um orgulho que eu tenho. Temos muitos funcionários com mais de dez anos de casa. Eu sei da vida de todo mundo, participo da vida de todo mundo! Isso é meu orgulho, é isso que eu quero continuar tendo. 

O meu contrato de trabalho se encerra quando eu tiver 85 anos. Eu renovei o meu contrato de trabalho quando eu fiz 60 anos de idade, por mais 25 anos. Então, nós teremos muito tempo juntos pela frente, se Deus quiser! 

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